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Motor contínuo eletrolítico

Colaboração de
Aldinei Sampaio de Oliveira
aldinei.oliveira@terra.com.br

Apresentação
Com satisfação recebo mais uma colaboração para nossa seção de 'engenhocas' de motos contínuos. Desta vez foi do amigo Aldinei, cujo crédito figura acima.
Fica a cargo dos consulentes as críticas/sugestões/comentários e, principalmente, a busca do "porque do não funcionamento".
Enviem suas manifestações para leobarretos@uol.com.br com as devidas autorizações para publicação nessa página.

Descrição do autor
O modelo deste moto-contínuo é muito simples. É baseado no empuxo gerado por bolhas de gás produzidas em uma solução aquosa de ácido sulfúrico. Esta força impulsiona uma roda submersa (ou uma espécie de esteira, como no desenho A), feita de PVC ou algum outro material não metálico e não suscetível à corrosão pelo ácido.
Conectado ao eixo dessa roda (ou esteira), há uma caixa de redução (caixa de engrenagens) que transforma a força do empuxo do gás em velocidade de rotação do último eixo acoplado à um dínamo ou gerador (como no desenho B). A energia elétrica gerada por este dínamo seria levada por cabos até eletrodos dispostos internamente ao recipiente da solução aquosa (desenho C). Estes eletrodos, efetuando a eletrólise da água, gerariam os gases hidrogênio e oxigênio que abasteceriam novamente a roda submersa (ou esteira) realimentando o ciclo (desenho D).


A figura A mostra o topo do mecanismo, onde a esteira (1) está recoberta por micro-recipientes
que acondicionam os gases hidrogênio - recipientes maiores (2) - e oxigênio - recipientes
menores (3). A esteira é sustentada, no topo e na base, por cilindros (4) fixos às paredes do
tanque de eletrólise por eixos rígidos (5).


A figura B apresenta um corte frontal do topo do tanque de eletrólise, onde se vê a esteira (1),
com os micro-recipientes, sustentada pelo eixo principal (2) do cilindro. Ao eixo principal é
acoplado um sistema de engrenagens (3) que transformará a força do movimento da esteira
em velocidade de giro do gerador ou dínamo (4), onde se vê o cabo elétrico (5) que se conecta
aos eletrodos. Na parte superior do tanque de eletrólise, temos um canal de saída do hidrogê-
nio (6) e outro canal para o oxigênio (7). Há também um duto de entrada de água (8) para
manutenção do nível da solução (9) acima da divisória de separação dos gases.


Na figura C vemos um corte lateral da parte inferior do tanque de eletrólise (1), onde um par
de eletrodos (2) estão afixados firmemente sob a esteira do lado onde os micro-recipientes (4)
estão voltados com a abertura para baixo. O cilindro (5) é fixo através do eixo nas paredes do
tanque de eletrólise (1). Um cabo elétrico (6) conduzindo a eletricidade vinda do gerador fica
conectado aos eletrodos (2).


A figura D consiste em um corte frontal da parte inferior do tanque de eletrólise (1), mostrando
a disposição dos eletrodos sob a esteira, onde o eletrodo que produz oxigênio (2) é posiciona-
do sob os micro-recipientes menores (5) e o eletrodo que produz hidrogênio (3) é posicionado
sob os micro-recipientes maiores (4). Da mesma forma que a figura anterior, o cabo elétrico
(6) é apresentado conectando os eletrodos ao gerador.

 Observações do autor

1. É necessário que seja utilizada uma solução de ácido sulfúrico pois a água pura não se decompõe na eletrólise.

2. A energia elétrica fornecida pelo dínamo (ou gerador) é transformada pela eletrólise em duas outras energias: na energia química do hidrogênio, que é um forte gás combustível e na energia potencial dos gases na base do recipiente. Esta é a chave deste projeto.

3. A energia necessária para gerar os gases na base do recipiente depende fundamentalmente da quantidade de gás gerado, mas não da profundidade do recipiente. Isso significa que é possível aumentar a energia potencial dos gases na base do recipiente simplesmente aumentando a altura do recipiente e o comprimento dos cabos elétricos.

Permissão para publicação: aldinei.oliveira@terra.com.br - Aldinei Sampaio de Oliveira - 07/03/2006
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