Apresentação
Professor Léo, eu desenvolvi um tipo de motor que gostaria de expor
à sua apreciação e de seus consulentes. Trata-se de um sistema que
funciona utilizando-se da Energia Solar.
Esta idéia eu a desenvolvi quando, em um dia ensolarado, vi um
garoto brincar com um saco preto que se elevou no ar. Achei esta
brincadeira bem interessante e procurei saber porque motivo aquele
fato ocorria. Depois de fazer algumas pesquisas em uma biblioteca
descobri o que causava a elevação daquele saco. A partir daí eu
comecei a pensar em aproveitar aquele princípio e desenvolver um
motor. Veja um pequeno esboço deste sistema e, a seguir, seu princípio
de funcionamento.
Funcionamento
Olhando para este desenho não dá para ter idéia de como ele
funciona, mas, vamos por etapas.
Primeiro, trata-se de um sistema de grandes proporções, formado por
uma plataforma circular, de eixo horizontal, na qual são fixadas uma
série de esferas pretas, ocas, interligadas entre si por tubos
(canalizações). Na metade desta plataforma (lado direito da figura
acima) deverá ser montada uma cobertura branca, de preferência e se
possível com um revestimento térmico, para abriga-la dos raios
solares. A parte descoberta fica exposta aos raios solares enquanto a
parte coberta fica protegida pela blindagem térmica. Nessa primeira
fase eu limitei o projeto para funcionar somente utilizando-se do ar
existente no interior das esferas. Como as esferas são pretas, elas
absorverão o 'calor' das radiações nelas incidentes, emitidas pelo
Sol, e se aqueceram, deslocando o ar do seu interior para as esferas
que estão do outro lado do sistema. As esferas desse lado 'quente'
ficam, em conseqüência, mais leves (devido à diminuição de ar),
ao passo que as esferas do lado 'frio', sob a proteção da blindagem
térmica, ficam mais pesadas (devido ao acréscimo de ar). Esse
'desbalanceamento' de pesos entre os dois lados do sistema (lado frio
mais pesado que lado quente) gera um torque em relação ao eixo da
plataforma, colocando-a em movimento em sentido horário (visto pela
face da figura acima).
Numa
segunda elucubração, e que poderíamos chamar de 'segunda geração'
do projeto, proponho uma melhoria em sua performance e rendimento.
Neste novo sistema pensei em dotar cada esfera com um diafragma flexível
(ondulado, tipo do barômetro aneróide) interno dividindo-a em dois
hemisférios, um contendo água, outro contendo ar. Desse modo,
quando o ar das esferas expostas aos raios solares se aquecerem e,
conseqüentemente, aumentarem suas pressões, impulsionarão, através
deste diafragma flexível e canalização existente, a água de seu
interior para o outro lado do sistema (onde lá reinam menores
temperaturas e pressões).
Assim, com o aumento da temperatura e da pressão de um lado, a
diminuição da temperatura e pressão do outro lado, parte da água
do interior das esferas expostas aos raios solares se transfere para
as esferas protegidas pela blindagem térmica. Isso tornará esse
sistema mais eficiente que o anterior pois agora a diferença de
pesos entre os dois lados é bem maior (substituímos ar por água).
Nada impede que o lado 'frio' seja 'ajudado' por uma simples
ventoinha (aproveita-se também, assim, a energia eólica) a qual
intensificará a circulação de ar fresco dentro da blindagem térmica,
aumentando ainda mais o rendimento do sistema.
Nessa
segunda versão já se pode pensar em algum uso comercial.
Agradeço
e autorizo ao Prof. Léo, caso aceite, a publicação dessa idéia em
seu Imperdível site, o Feira de Ciências.
Ah!
Não deixem de visitar a Feira de Ciência
Virtual do Prof. Léo e vejam as 'coiseiras' que ele está
publicando de seu Laboratório Particular:
http://www.feiradeciencias.com.br/feiravirtual/feiravirtual_00.asp
Atenciosamente,
MILTON
ROBERTO DA SILVA
São Caetano do Sul, 29 de Setembro de 2006