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MOTOR SOLAR 

Colaboração de
Milton Roberto da Silva
miltonroberto@ibest.com.br

Apresentação
Professor Léo, eu desenvolvi um tipo de motor que gostaria de expor à sua apreciação e de seus consulentes. Trata-se de um sistema que funciona utilizando-se da Energia Solar.
Esta idéia eu a desenvolvi quando, em um dia ensolarado, vi um garoto brincar com um saco preto que se elevou no ar. Achei esta brincadeira bem interessante e procurei saber porque motivo aquele fato ocorria. Depois de fazer algumas pesquisas em uma biblioteca descobri o que causava a elevação daquele saco. A partir daí eu comecei a pensar em aproveitar aquele princípio e desenvolver um motor. Veja um pequeno esboço deste sistema e, a seguir, seu princípio de funcionamento.

Funcionamento
Olhando para este desenho não dá para ter idéia de como ele funciona, mas, vamos por etapas.
Primeiro, trata-se de um sistema de grandes proporções, formado por uma plataforma circular, de eixo horizontal, na qual são fixadas uma série de esferas pretas, ocas, interligadas entre si por tubos (canalizações). Na metade desta plataforma (lado direito da figura acima) deverá ser montada uma cobertura branca, de preferência e se possível com um revestimento térmico, para abriga-la dos raios solares. A parte descoberta fica exposta aos raios solares enquanto a parte coberta fica protegida pela blindagem térmica. Nessa primeira fase eu limitei o projeto para funcionar somente utilizando-se do ar existente no interior das esferas. Como as esferas são pretas, elas absorverão o 'calor' das radiações nelas incidentes, emitidas pelo Sol, e se aqueceram, deslocando o ar do seu interior para as esferas que estão do outro lado do sistema. As esferas desse lado 'quente' ficam, em conseqüência, mais leves (devido à diminuição de ar), ao passo que as esferas do lado 'frio', sob a proteção da blindagem térmica, ficam mais pesadas (devido ao acréscimo de ar). Esse 'desbalanceamento' de pesos entre os dois lados do sistema (lado frio mais pesado que lado quente) gera um torque em relação ao eixo da plataforma, colocando-a em movimento em sentido horário (visto pela face da figura acima).

Numa segunda elucubração, e que poderíamos chamar de 'segunda geração' do projeto, proponho uma melhoria em sua performance e rendimento.
Neste novo sistema pensei em dotar cada esfera com um diafragma flexível (ondulado, tipo do barômetro aneróide) interno dividindo-a em dois hemisférios, um contendo água, outro contendo ar. Desse modo, quando o ar das esferas expostas aos raios solares se aquecerem e, conseqüentemente, aumentarem suas pressões, impulsionarão, através deste diafragma flexível e canalização existente, a água de seu interior para o outro lado do sistema (onde lá reinam menores temperaturas e pressões).
Assim, com o aumento da temperatura e da pressão de um lado, a diminuição da temperatura e pressão do outro lado, parte da água do interior das esferas expostas aos raios solares se transfere para as esferas protegidas pela blindagem térmica. Isso tornará esse sistema mais eficiente que o anterior pois agora a diferença de pesos entre os dois lados é bem maior (substituímos ar por água).
Nada impede que o lado 'frio' seja 'ajudado' por uma simples ventoinha (aproveita-se também, assim, a energia eólica) a qual intensificará a circulação de ar fresco dentro da blindagem térmica, aumentando ainda mais o rendimento do sistema.

Nessa segunda versão já se pode pensar em algum uso comercial.

Agradeço e autorizo ao Prof. Léo, caso aceite, a publicação dessa idéia em seu Imperdível site, o Feira de Ciências.

Ah! Não deixem de visitar a Feira de Ciência Virtual do Prof. Léo e vejam as 'coiseiras' que ele está publicando de seu Laboratório Particular:

http://www.feiradeciencias.com.br/feiravirtual/feiravirtual_00.asp

Atenciosamente,

MILTON ROBERTO DA SILVA
São Caetano do Sul, 29 de Setembro de 2006

 


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