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Moto Contínuo com Roldanas

Sérgio Heriberto da Costa
sergioheriberto@ig.com.br

Introdução
Como todo inventor que se preze, eu também tenho o meu projeto de moto contínuo (cheguei inclusive a patenteá-lo). Como milhares de outros que foram pensados durante séculos, este também provavelmente não deve funcionar, mas eu gostaria ao menos de saber onde está a falha e porque ele não daria certo.

Descrição da Engenhoca
O projeto é um auto-gerador que teoricamente usaria parte de uma suposta sobra de energia por ele gerada, para realimentar o sistema, podendo portanto ser também caracterizado como um perpétuum móbile.

Este moto contínuo é inspirado nos sistemas de roldanas tão usadas em física para reduzir ou dividir um determinado peso. Entre muitos outros exemplos já conhecidos que usam métodos semelhantes, podemos citar um que todo mundo conhece: O “varal de teto” (Quatro cordas independentes, passando por quatro roldanas individuais fixadas ao teto e que fazem com que fique muito mais leve erguer o varal, mesmo ele estando carregado com roupas pesadas).

[Nota do Prof. Léo ao final do texto]

No projeto que eu idealizei, é usado um sistema semelhante e faz com que um pequeno (e econômico) motor elétrico, acoplado a um sistema de roldanas, tenha força suficiente para movimentar um enorme dínamo, com capacidade de gerar uma quantidade de energia muito maior do que a usada pelo motor elétrico, sendo esta sobra a energia final gerada. Uma parte desta energia seria então usada para realimentar o motor elétrico e a outra poderia ser usada para outros fins.

Desenhos
A invenção poderá ser melhor compreendida em consonância com os desenhos anexos onde:

A figura 1 (abaixo), representa uma vista lateral do sistema, onde aparecem apenas duas roldanas divisoras de força (3) e duas correias independentes (4), sendo uma representada pela linha pontilhada e outra pela linha contínua. O motor elétrico é representado pelo numero (1) e o dínamo pelo (2). As roldanas de apoio (5) são para retorno das correias.

A figura 2 (abaixo), representa uma vista em 3D apenas com os componentes principais. (obs. O sistema é o mesmo da figura 1 mas não segue as mesmas medidas, além disso, aqui são mostradas as 4 roldanas).

A figura 3 (abaixo) representa uma vista lateral do sistema apenas com os componentes principais (a parte do projeto que é semelhante a um varal de teto).

Explicação do movimento contínuo
Resumidamente o sistema é o seguinte: “uma pequena quantidade de energia elétrica, movimenta um pequeno motor elétrico, que por sua vez ligado a um amplificador de forças (sistema de roldanas), consegue movimentar um dínamo muito maior (portanto com capacidade para gerar muito mais energia), Proporcionando então uma sobra. Parte desta sobra pode ser usada para realimentar o motor elétrico. Caracterizando-se então um suposto Moto Contínuo”.

Dados do Inventor
Nome: Sérgio Heriberto da Costa
Idade: 38 Anos
Formação: Ensino Fundamental
Cidade: Belo Horizonte – MG
Email: sergioheriberto@ig.com.br

Autorização
Autorizo o professor Léo a expor este meu projeto. Gostaria também de receber comentários a respeito do mesmo. Desde já agradeço. Forte Abraço.
Belo Horizonte, 11/11/2008.

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Nota do Prof. Léo: De início aviso que, a menos da formatação (para se enquadrar no padrão do Feira de Ciências), nada foi ´mexido´ no texto do colaborador Sérgio, ao qual, de antemão, agradeço a participação.
Esta nota se prende mais à afirmação do Sérgio [quando diz:"
O “varal de teto” (Quatro cordas independentes, passando por quatro roldanas individuais fixadas ao teto e que fazem com que fique muito mais leve erguer o varal, mesmo ele estando carregado com roupas pesadas)."], no sentido de esclarecer que este "fica muito mais leve", mesmo no caso ideal, não é tão ´mais leve´ assim! Não fica "quatro vezes mais leve" como pode dar a entender à primeira vista.

Observe na ilustração a seguir, o equacionamento para apenas uma polia móvel (à esquerda) e para quatro polias móveis (à direita). Na melhor das hipóteses (supor os fios paralelos, etc.) a força do operador é apenas "metade do peso das roupas"! Na realidade, é maior que a metade do peso das roupas. O peso total da estrutura (com as roupas) fica dividido em duas partes; metade é suportado pelo gancho fixo ao teto e a outra metade pelo operador. Outras associações dessas polias dariam rendimentos bem melhores.

Os ´furos´ conceituais apresentados nos argumentos deste texto para caracterizá-lo como "moto perpétuo" são fáceis de serem observados, todavia, não vou apresentá-los; deixo esta tarefa para os consulentes. Passe-me um e-mail com seus comentários.

Aquele abraço,

Léo

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